Arquivo da categoria: História

KLAUS NOMI

Estava eu futricando minunciosamente por alguma coisa que realmente agregasse algo, e acabei achando o maior divo da história desse mundinho que já já acaba.

Klaus Nomi foi um cantor de ópera new wave protopunk underground que ninguém acredita. Trabalhou com gente incrível como o David Bowie, e inspirou tudo que é gente montada de hoje em dia, como a Siouxsie ou a Lady Gaga.

Alemão, contra-tenor e sopranista, super estilizado e teatral, morreu em ’83, uma das primeiras vítimas conhecidas da AIDS, quando a mesma era praticamente desconhecida. Pelo visto, são poucas as pessoas que gostam de suas músicas, porque às vezes pode ser uma coisa meio tranqueira, o pior dos anos 80, sabe, mas ao mesmo tempo é bem genial, pela mistura de ópera com sintetizadores e new wave.

Mas fiquei maravilhada mesmo foi com a parceria entre Nomi e Bowie em uma apresentação no Saturday Night Live, de ’79. Infelizmente não consegui o vídeo, mas o áudio é bem high quality e a vida vale mais depois de assistir a isso.

Gente, e olha isso, que incrível. Claro que ninguém imitou ninguém, visto que o estilo está aí para quem quiser, mas eis Lady Gaga em “Born This Way” com um terno com a mesma modelagem da versão de plástico de Klaus Nomi.

Para quem quiser conhecer mais,

e toda sua performática maravilhosa em um vídeo ao vivo

esse acima, é um gif incrível, não sei pq não está aparecendo, mas é só clicar na imagem!

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2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO

Assisti há pouco tempo a película de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisséia no Espaço, que projeta uma visão peculiar do que poderia estar sendo o futuro, a partir de incríveis maquinários munidos de inteligência e um universo codificado na assepsia de ambientes e do ser humano.

O valor dessas projeções filosóficas em película é imensurável, e não me prolongarei nas inúmeras conjecturas que se formaram, ao longo dos anos, em volta de 2001. O interesse do post é o outro lado, o estético, em que se sente um pouco do zeitgeist dos anos sessenta na boca.

Não que esse filme seja um Blade Runner da vida, que é um reflexo pragmático dos anos 80 em outra dimensão insana da permanente, mas é possível perceber as influências da época, principalmente do design vanguardista.

Amo essa secretária, tudo monocromático, reflete perfeitamente a moda dos anos 60, exemplificada pela foto abaixo, a época

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HERMÉS, LUXO NÔMADE DISCO MUSIC

A Hermés desfilou uma coleção incrível, antropológica, nômade, amazona caçadora na semana de moda de Paris.

A coleção apresentada é a estréia do designer Christophe Lemaire na marca comandada anteriormente por Jean Paul Gaultier. Ao contrário de Gaultier, que mantinha uma linha mais séria, Lemaire aposta em silhuetas mais amplas e em modelagens não cansativas, de tão diversas que são.

Existe uma linha cronológica, que começa com um nomadismo chiquérrimo, com uma cartela sóbria de cores e com uma considerável quantidade de trabalho artesanal, que evolui para as sociedades indígenas com muita cor e estampas, caindo direto nos anos 70, disco music, que guiará grandes partes da criação nesse ano. Isso permeado por maravilhosas construções em alfaiataria.

 

E pelo visto, sandália, open boots, enfim, continuam bombadíssimas.

 

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CHANEL SPRING 2011 MAIS ROQUEIRA

Saiu a campanha de primavera 2011 da Chanel, com a Freja e Stella Tennant, e fotografada pelo artista superpolivalente Karl Lagerfeld.

Olhando superficialmente, são os mesmos terninhos de tweed, nas cores básicas da vida, mas o styling deu um jeito e transformou os looks numa coisa mais rock’n’roll, com muitas influências do estilo dos motoqueiros, tipo que usam Harley Davidson, sabe?

Gente, olha que brega esse Baptiste Giabiconi de concurso da camiseta molhada.

Lindo o grafismo da primeira bolsa, né? Entrando na wishlist imaginária, risos.

Fazendo um link com o cinema, indico o filme ‘Easy Rider’, ou ‘Sem Destino’, em português, que mostra 2 motoqueiros da contracultura dos anos 60 cruzando os EUA sem lenço nem documento, usando muita maconha e falando muita besteira. Um clássico do Cinema Novo estadunidense, que rendeu a Jack Nicholson sua primeira indicação ao Oscar. Vale muito a pena ver o trailer!

O filme é de 1969, e tem aquela música que todo mundo adora, do Steppenwolf, ‘Born to be Wild’. Além de mostrar muito a vida em comunidade hippie, um dos meus filmes favoritos, é bem bapho!

 

 

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O QUE REPRESENTA A TRANSFORMAÇÃO RADICAL DE DILMA ROUSSEF – UMA REFLEXÃO

 

Juntamente com a chegada de um novo ano – e todos os seus votos de esperança -, o início de 2011 significou, do mesmo modo, a posse de Dilma Roussef na presidência do Brasil.

Talvez não devesse fazer qualquer tipo de conotação política, mas sou favorável à Dilma, e creio que todos nós, como cidadãos, devemos apoiar e torcer por seu trabalho, enquanto ainda há esperança, como dito acima.

Entretanto, o tópico primordial não é sobre sua carreira política ou sobre os ministros que tomaram posse nos últimos dias, mas sobre a transformação radical de seu visual. Proponho que levantemos uma reflexão sobre o assunto.

Faz algum tempo que começou a especulação sobre quem seria a candidata de Lula ao governo, e o nome mais lembrado era o da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Uma escolha arriscada, pensava, já que a ministra foi militante contra a ditadura, com histórico de assalto a bancos e tudo, e conheço algumas pessoas que apedrejaram-na por esse fato isolado, que ocorreu em um momento singular, radicalmente diferente do hoje. E a situação era um tanto pior, já que Dilma não tinha – e continuou não tendo – experiência em cargos políticos. Mas o que era difícil complicou-se. Sua imagem pessoal.

Dilma era observada como sendo forte, truculenta, brava, rude, persistente. E sua imagem exterior era a de uma mulher envelhecida, sem grandes vaidades, cuja preocupação primordial era o trabalho. Características que, durante o período até sua indicação à candidatura, foram explicitamente manipuladas, já que a população não simpatizava com o que sua figura representava.

Desde então, apesar de um câncer, Dilma participou de um extreme makeover. Suas roupas antigas sumiram, seus cabelos foram gradualmente transformados, e foi observado inclusive pequenas correções estéticas em seu rosto. Celso Kamura foi o hairdesigner responsável e até Alexandre Herchcovitch cuidou de seu styling. Uma equipe de peso para que Roussef fosse considerada com mais simpatia pelos eleitores.

E é exatamente isso que deveria suscitar uma discussão. Obviamente a educação e gentileza posteriores são favoráveis, já que sempre são pontos a serem aprimorados por qualquer indivíduo, mas é importante que avaliemos até onde sua identidade visual realmente faz diferença, principalmente em um cargo como o de Dilma, chefe de Estado. É racional que a opinião pública se transforme apenas pelas mudanças de um look? É possível que com esse comportamento em massa os marqueteiros políticos passem a desconsiderar outros fatores que possam ser infinitamente mais relevantes, como sua experiências, práticas e discurso? Porque, pelo que pudemos observar, essas eleições foram as menos sérias possíveis, no que concerne à parte pragmática e de conteúdos das campanhas e debates dos candidatos. Exceto pela candidata Marina Silva, me arrisco a dizer, que sempre explicitava seus planos de governo.

 

Dilma está linda, seu cabelo está espetacular, e as dicas de styling foram essenciais. Mas e o que a candidata de fato representava além do superficialismo pela qual foi julgada pela opinião em geral?

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CHANEL PRE-FALL 2011: BIZÂNCIO (PARA MENINOS)

Tinha ficado de postar os looks dos meninos, mas não que haja muita coisa de mais, aliás. São roupas invernais, com elementos tipicamente femininos, como cintos, acessórios dourados e sandalinhas.

Não entendam mal, acho ótimo que as distâncias entre os itens masculinos e femininos diminuam.

acessórios bem escândalo.

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CHANEL PRE-FALL 2011: BIZÂNCIO

A coleção Pre-Fall da Chanel foi inspirada na cultura perdida do Império Bizantino e por Theodora, artista de circo que se tornou imperatriz, “Empress Theodora”, disse Karl Lagerfeld.

Tenho um amor muito grande pelo que a marca produz, especialmente pela multiplicidade de Lagerfeld, mas algumas coleções passadas foram um pouco decepcionantes para mim, talvez pela modelagem temporal, mas essa está ligada sim à decada de 60, mas sincronizada com a riqueza, bordados e mosaicos bizantinos, e com cortes lindos, não totalmente padronizados para toda a coleção.

Não tenho certeza se a coleção é de um desfile pre-fall, poderia muito bem estar na Semana de Moda, a partir da otimização da utilização das peças.

Sei nem mais o que dizer, imagina isso tudo ao vivo, alta-costura é uma coisa maravilhosa, tudo perfeitamente acabado, inclusive do avesso. Inclusive, são um milhão de peças que estou pensando em postar rs, vai vim um post só com as roupas masculinas, aliás.

BAPHO!

Os cabelos, o make, os acessórios, as botas de casco de cavalo. Tudo tão lindo.

+ DESFILE

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BALLETS RUSSES

Karlie Kloss faz a bailarina russa, nesse editorial maravilhoso da Vogue UK de outubro.

Tudo inspirado na companhia de dança Ballets Russes, pelo empresário artístico Serguei Diaghilev, sendo um dos gênios do balé moderno, que trabalhava justamente uma estética extremamente radical para o início do século XX.

Se prestares atenção, dá pra ver Gaultier, Dior, Alexander McQueen, Givenchy. Tudo em uma temática bem circense louca.

O que o styling não consegue, né gente, alta-costura virando artífice de dança.

Sergei, pelo The Guardian. (só clicar)

 

Prokofiev, compositor russo da primeira metade do século XX, : is “a giant, undoubtedly the only one whose dimensions increase the more he recedes into the distance”.

[um gigante, sem dúvida, o único cujas dimensões crescem, o quanto mais ele se afasta]

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BAL MASQUÉ

Mistério de baile de máscaras no editorial Bal Masqué com Lara Stone, Crystal Renn, Freja Beha Erichsen, Daphne Groeneveld and Mariacarla Boscono.

E o melhor, fotografado por Mert & Marcus. Realizado por Carine Roitfeld.

A ascensão contínua do barroco, rendas e laços, e do eterno Renascimento.

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