Arquivo da categoria: estética

STREETSTYLE PARA MENINOS DE TODOS OS TIPOS

Há algum tempo que os meninos que sempre lêem o blog me pedem para postar algumas coisas especialmente para eles.

Pois bem

1. Boys magia, estilosinhos, mas nada muito pensado e arquitetado. O estilo mora nos detalhes que mostram o apreço deles por moda, ou por se vestir de um certo modo.

2. Boy chucro, o tipo mais comum de hetero bem-vestido. Um casaco ou um sapato/tênis mais legal e só

3. Menino que se liga muito em moda, procura as tendências, e muitos gostam do mix entre a roupa social e o street. Hetero ou não, é um sonho ver um desses na rua

E AGORA

Não façam o mesmo em casa se não souberem segurar o look, logo abaixo. Para quem gosta de montação, tá lindo, e rico né, porque pelo menos um sapato louboutin eu consigo ver aí. Logo abaixo

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SEI QUE O VERÃO JÁ ESTÁ ACABANDO, MAS

Aproveitando que o verão ainda dá seus últimos porém longos suspiros, vou mostrar pra vocês um editorial bem lindo da revista i-D, com uma profusão de cores blocadas, sobrancelhas grossas e make supimpa!

Edição Spring/Summer de 2011

Fotógrafo : John Olins

Styling : Cathy Kasterin

Porque o bom da vida é o sincretismo.

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KLAUS NOMI

Estava eu futricando minunciosamente por alguma coisa que realmente agregasse algo, e acabei achando o maior divo da história desse mundinho que já já acaba.

Klaus Nomi foi um cantor de ópera new wave protopunk underground que ninguém acredita. Trabalhou com gente incrível como o David Bowie, e inspirou tudo que é gente montada de hoje em dia, como a Siouxsie ou a Lady Gaga.

Alemão, contra-tenor e sopranista, super estilizado e teatral, morreu em ’83, uma das primeiras vítimas conhecidas da AIDS, quando a mesma era praticamente desconhecida. Pelo visto, são poucas as pessoas que gostam de suas músicas, porque às vezes pode ser uma coisa meio tranqueira, o pior dos anos 80, sabe, mas ao mesmo tempo é bem genial, pela mistura de ópera com sintetizadores e new wave.

Mas fiquei maravilhada mesmo foi com a parceria entre Nomi e Bowie em uma apresentação no Saturday Night Live, de ’79. Infelizmente não consegui o vídeo, mas o áudio é bem high quality e a vida vale mais depois de assistir a isso.

Gente, e olha isso, que incrível. Claro que ninguém imitou ninguém, visto que o estilo está aí para quem quiser, mas eis Lady Gaga em “Born This Way” com um terno com a mesma modelagem da versão de plástico de Klaus Nomi.

Para quem quiser conhecer mais,

e toda sua performática maravilhosa em um vídeo ao vivo

esse acima, é um gif incrível, não sei pq não está aparecendo, mas é só clicar na imagem!

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2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO

Assisti há pouco tempo a película de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisséia no Espaço, que projeta uma visão peculiar do que poderia estar sendo o futuro, a partir de incríveis maquinários munidos de inteligência e um universo codificado na assepsia de ambientes e do ser humano.

O valor dessas projeções filosóficas em película é imensurável, e não me prolongarei nas inúmeras conjecturas que se formaram, ao longo dos anos, em volta de 2001. O interesse do post é o outro lado, o estético, em que se sente um pouco do zeitgeist dos anos sessenta na boca.

Não que esse filme seja um Blade Runner da vida, que é um reflexo pragmático dos anos 80 em outra dimensão insana da permanente, mas é possível perceber as influências da época, principalmente do design vanguardista.

Amo essa secretária, tudo monocromático, reflete perfeitamente a moda dos anos 60, exemplificada pela foto abaixo, a época

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CABELEIRA DE PENA

Depois de cenas bizarras da vida como essa,

chega um tititi sobre o megahair de penas!

Quem surgiu com essa possível – mas não provável – tendência foi uma designer de jóias e bolsas Wendy Nichol . As extensões estão a venda em seu estúdio no Soho, NY.

E aí gente?

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KARL LAGERFELD NA CAMPANHA DA VOLKSWAGEN

Quem acompanha a moda de modo geral sabe da paixão que o kaiser tem por fotografar ou fazer curta-metragens. Pois é.

Só que dessa vez ele fez diferente, tornou-se garoto-propaganda da linha “Style” para o Golf Plus, Golf e Polo, sendo que o mesmo redesenhou algumas linhas dos modelos, que trazem detalhes sutis como novas ligas de alumínio, janelas coloridas e logos para aplicar no carro. Já o pacote Style Plus traz rodas diferenciadas e teto solar.

Nota: o carro só será vendido na Alemanha mesmo, terra natal de Lagerfeld.

+ o trailer!

 

BUSINESSMAN!

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EDIE SEDGWICK CONHECE A ANDROGENIA

Editorial fotografado em uma luz meio caleidoscópica por Sofia Sanchez e Mauro Mongiello, a modelo Milou van Groesen encarna uma mistura da androgenia com Edie Sedgwick, uma das musas de Andy Warhol para a Numéro #119.

 

 

Edie Sedgwick:

 

cabelos + maxibrincos são as variáveis da fórmula para o styling da modelo Milou van Groesen.

Aliás, tem um filme bem legal, estrelado pela Sienna Miller, ‘Factory Girl’, que conta justamente a história da modelo/socialite/atriz/usuária de barbitúricos inglesa Edie Sedgwick

 

Influências vêm e vão.

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EMANUELA DE PAULA PARA VOGUE BRASIL

A modelo brasileira Emanuela de Paula ilustrando a capa da Vogue de janeiro, fotografada por Jacques Dequeker.

Gente, estrutura óssea impressionante + cabelo bapho + brasilidade. Ponto para a revista, tirando esse layout péssimo, tipografia horrorosa. Enfim.

Já vendo a fila para comprar os pós bronzeadores e a volta do rosto megailuminado.

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O QUE REPRESENTA A TRANSFORMAÇÃO RADICAL DE DILMA ROUSSEF – UMA REFLEXÃO

 

Juntamente com a chegada de um novo ano – e todos os seus votos de esperança -, o início de 2011 significou, do mesmo modo, a posse de Dilma Roussef na presidência do Brasil.

Talvez não devesse fazer qualquer tipo de conotação política, mas sou favorável à Dilma, e creio que todos nós, como cidadãos, devemos apoiar e torcer por seu trabalho, enquanto ainda há esperança, como dito acima.

Entretanto, o tópico primordial não é sobre sua carreira política ou sobre os ministros que tomaram posse nos últimos dias, mas sobre a transformação radical de seu visual. Proponho que levantemos uma reflexão sobre o assunto.

Faz algum tempo que começou a especulação sobre quem seria a candidata de Lula ao governo, e o nome mais lembrado era o da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Uma escolha arriscada, pensava, já que a ministra foi militante contra a ditadura, com histórico de assalto a bancos e tudo, e conheço algumas pessoas que apedrejaram-na por esse fato isolado, que ocorreu em um momento singular, radicalmente diferente do hoje. E a situação era um tanto pior, já que Dilma não tinha – e continuou não tendo – experiência em cargos políticos. Mas o que era difícil complicou-se. Sua imagem pessoal.

Dilma era observada como sendo forte, truculenta, brava, rude, persistente. E sua imagem exterior era a de uma mulher envelhecida, sem grandes vaidades, cuja preocupação primordial era o trabalho. Características que, durante o período até sua indicação à candidatura, foram explicitamente manipuladas, já que a população não simpatizava com o que sua figura representava.

Desde então, apesar de um câncer, Dilma participou de um extreme makeover. Suas roupas antigas sumiram, seus cabelos foram gradualmente transformados, e foi observado inclusive pequenas correções estéticas em seu rosto. Celso Kamura foi o hairdesigner responsável e até Alexandre Herchcovitch cuidou de seu styling. Uma equipe de peso para que Roussef fosse considerada com mais simpatia pelos eleitores.

E é exatamente isso que deveria suscitar uma discussão. Obviamente a educação e gentileza posteriores são favoráveis, já que sempre são pontos a serem aprimorados por qualquer indivíduo, mas é importante que avaliemos até onde sua identidade visual realmente faz diferença, principalmente em um cargo como o de Dilma, chefe de Estado. É racional que a opinião pública se transforme apenas pelas mudanças de um look? É possível que com esse comportamento em massa os marqueteiros políticos passem a desconsiderar outros fatores que possam ser infinitamente mais relevantes, como sua experiências, práticas e discurso? Porque, pelo que pudemos observar, essas eleições foram as menos sérias possíveis, no que concerne à parte pragmática e de conteúdos das campanhas e debates dos candidatos. Exceto pela candidata Marina Silva, me arrisco a dizer, que sempre explicitava seus planos de governo.

 

Dilma está linda, seu cabelo está espetacular, e as dicas de styling foram essenciais. Mas e o que a candidata de fato representava além do superficialismo pela qual foi julgada pela opinião em geral?

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