Je t’aime moi non plus.

Sabe Deus quando chegará aos cinemas brasileiros “Gainsbourg, Vie Héroïque“, mas o filme, do quadrinista – sério!- Joann Sfar promete ressuscitar a velha chama das chanson française, que permanece ativa com nomes como Charlotte Gainsbourg e até Carla Bruni.

Fazendo um link cinema-moda, que não se faz necessário de modo algum, não podemos nos esquecer de três grandes amores de Serge Gainsbourg, Juliette Gréco, Brigitte Bardot e Jane Birkin.

Juliette Gréco, grande cantora francesa, foi considerada musa existencialista, por tratar os temas dessa corrente filosófica em suas canções. Até diziam que seu estilo era uma fusão de intensidade intelectual com uma tendência à “sensualidade divertida”, o chamado “funny sensuality”, quase como o papel representado por Audrey Hepburn em “Funny Face” (Cinderela em Paris) , de 1957.

Um pequeno parênteses? No existencialismo,  o homem é inteiramente responsável por aquilo que ele é, ele não é nada mais, além daquilo que projeta ser. Pois, através da liberdade, ele escolhe o que irá ser, o homem é pura liberdade, escolhe sua essência e busca realizá-la. Porque na filosofia existencialista “a existência precede a essência”, ao inverso da tradição filosófica. Então, há espaço para o homem agir através desta total liberdade e projetar-se por via de suas escolhas.

Brigitte Bardot, diva total da corrente Nouvelle Vague e de Godard, como no filme “Le Mépris” (O Desprezo) – que é ótimo, juro.

B.B. popularizou as camisetas pretas, os vestidos leves e decotados e foi uma das primeiras a adotar o biquíni na praia. Seu sutiã com armação de arame, usado bem alto, virou mania; isso sem falar no xadrez Vichy, que ela usou em seu casamento e que continua moderno até hoje.

E o melhor, Laetita Casta fará seu papel.

Jane Birkin, multifuncional inglesa, que teve os culhões de gravar “Je t’aime moi non plus” com Gainsbourg, surgiu fazendo a pelada no filme “Blow Up”, de Antonioni – filme que, aliás, foi um dos grandes influenciadores da chamada Nova Hollywood, dos anos 70, com os ‘filmes de autor’, como “Easy Rider”, “Lua de Papel” e até “Taxi Driver”.

Além do fato de a mesma ter sido a inspiradora de uma bolsa Hermés, a Birkin Bag.

PODEMOS ESPERAR ANSIOSAMENTE POR TUDO ISSO?

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