Alice!

Ontem fui assistir Alice em 3D, meio sem saber o que esperar, já que muitas pessoas haviam visto e saído sem gostar do filme.

E eu saí sem saber o que pensar. A Alice, de Mia Wasikowska é muito sem graça, quase sequelada. Mas talvez essa fosse a intenção de Tim Burton, vai saber, ao escalá-la para o papel. De qualquer modo, ela é bem linda, nude, com os cabelos ótimos. E os vestidos que ela usa são um caso a parte, eu amei, particularmente, o da foto abaixo, que é o que ela usa quando encolhe.

Existem alguns pontos extremamentes favoráveis no filme, como Johnny Depp como Chapeleiro Maluco, Helena Bonham-Carter como Rainha de Copas e o Gato louco, que vive virando fumaça.

Johnny Depp é o mentor de Alice, em Wonderland, com um papel muito extendido, bem incorporado, que pula da loucura total à catatonia à sabedoria em poucos segundos. O figurino e maquiagem são um primor, com os cílios brancos, a olheira de sombra beringela e a pálpebra móvel azul.

A Rainha de Copas deve ser minha favorita. Helena Bonham-Carter está ótima, psicanaliticamente bem estruturada, indo da megalomania ao total desamparo em poucos segundos. A maquiagem é linda, com a boquinha anos 20 em forma de coração e a pele perfeita. Mas os cílios são minha parte favorita, já que o postiço dos cílios inferiores foram colados abaixo da linha d’água, aumentando, e muito, os olhos. Adorei também a  sombra azul e a sobrancelha desenhada a la Edith Piaf.

O Gato é lindo, quase fiel à obra da Disney, só que muito mais hype. Cinza com azul neon, e aquele sorriso de ponta a ponta, imprime humanidade e realismo, embora, tendencioso à loucura e à imparcialidade.

Não gostei muito da Anne Hathaway como Rainha Branca, com todo aquele jeitinho mãos pra cima, princesa Disney, mas ela, e toda sua corte, ficaram ótimas com os cabelos platinados e as sobrancelhas escuras. Além do batom roxo, quase preto. A Rainha é, definitivamente, minha personagem favorita no quesito beleza. As roupas são de um branco divino, quase etéreo, cheio de transparências e rendas e firulas a mais. Quase um Dior. Até o cavalo tem um milhão de pérolas na sua sela.

A lagarta psicodélica aparece muito mais sábia, com a voz do Snape do Harry Potter, mas menos, muito menos enigmática. Aposto que no narguilé dela não tinha maconha dessa vez.

E o coelho, quase um lord inglês! Polido e bem-vestido nos mínimos detalhes, é o membro mais calmo da resistência à Rainha de Copas, com a expressão séria, humana,  e o que teve o papel mais reduzido.

O 3D deixa o filme mais legal, como na hora em que a Alice cai no buraco, ou encolhe, mas não é um recurso indispensável.

Mas só assistindo mesmo para formar alguma opinião, ou não.

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